Super Mario Advance voltou à conversa por um motivo simples: em 2001, a Nintendo pegou Super Mario Bros. 2 e transformou o jogo em um remake que ainda hoje serve de modelo.
É um clássico do Game Boy Advance, com mudanças reais de gameplay, extras e um acabamento que envelheceu melhor do que muita releitura moderna.
Mas ele merece mesmo o título de “maior remake de todos os tempos”? A resposta curta é: quase sempre entra na briga. E, para quem joga no Brasil em 2026, a pergunta mais prática é outra: dá para jogar hoje e ele ainda vale o tempo investido?
Ficha técnica de Super Mario Advance
| Título original | Super Mario Advance |
|---|---|
| Nome no Brasil | Super Mario Advance |
| Desenvolvedora | Nintendo / Nintendo EAD / Nintendo R&D1 |
| Publicadora | Nintendo |
| Gênero | Plataforma |
| Plataforma | Game Boy Advance |
| Lançamento | 21/03/2001 no Japão; 11/06/2001 nos EUA |
| Base do remake | Super Mario Bros. 2 / Super Mario All-Stars |
| Classificação | ESRB E for Everyone |
| Conteúdo indicativo | Comic Mischief, Fantasy Violence, Simulated Gambling |
| Jogo bônus | Mario Bros. |
| Recepção crítica | Aprovação acima de 80 no Metacritic, dependendo da edição consultada |
O que Super Mario Advance mudou de verdade
Na prática, não foi só um “port” com gráficos melhores. O jogo ajustou a física, refinou o áudio e mexeu no ritmo das fases, deixando tudo mais limpo no portátil.
A principal diferença está no combate. Você ainda arremessa objetos e vegetais nos inimigos, mas o remake adiciona objetos mais pesados, sequências de acerto e mais itens de recuperação.
Resultado? Ficou mais fácil que o original. Não mais simples a ponto de perder graça, mas com menos atrito para quem joga no GBA em sessões curtas.

Por que esse remake virou referência
A Nintendo não tratou Super Mario Advance como peça de museu. Ela colocou conteúdo novo, ajustou a experiência e ainda entregou o jogo bônus Mario Bros. no pacote.
Tem mais. A primeira jogada já traz o desafio de coletar o máximo possível de red coins. Depois de zerar, o jogo libera a caça aos Yoshi eggs.
Isso muda a leitura do remake. Ele não existe só para revender nostalgia. Existe para dar motivo real de rejogo.
Onde ele se encaixa na linha dos remakes de Mario
Super Mario Advance não surgiu do nada. Ele vem na trilha de Super Mario Bros. Deluxe, do Game Boy Color, e abre caminho para uma sequência forte no GBA.
Depois vieram Super Mario Advance 2, Super Mario Advance 3 e Super Mario Advance 4, cobrindo Super Mario World, Yoshi’s Island e Super Mario Bros. 3.
Mais tarde, a Nintendo repetiu a lógica em outros projetos, como Super Mario 64 DS, Super Mario RPG e Paper Mario: The Thousand-Year Door. A fórmula era clara: atualizar sem destruir a identidade.
O que a crítica e o público enxergaram em 2001
O jogo foi bem recebido porque entregava valor de verdade no lançamento do Game Boy Advance. A crítica gostou do visual renovado, do conteúdo extra e da portabilidade.
O ponto fraco sempre foi o mesmo: ele ainda carrega a estrutura do jogo original. Então, se você espera uma reinvenção radical, vai sair frustrado.
Mesmo assim, a nota acima de 80 no Metacritic ajuda a explicar a fama. Não é só nostalgia falando alto.
É um remake que fez sentido no hardware certo, na hora certa.
Onde assistir ou jogar no Brasil hoje
Em 03/04/2026, Super Mario Advance não está disponível em catálogo digital amplo no Brasil como jogo avulso de streaming. Para jogar legalmente, a via mais comum é o hardware original com o cartucho de GBA.
Quem procura a experiência moderna precisa checar os catálogos oficiais da Nintendo no país. O jogo também pode aparecer em coleções e serviços da própria empresa, mas a disponibilidade varia.
Para referência oficial, vale consultar a página da Nintendo e a ficha no Metacritic.
Por que o remake envelheceu melhor do que muita releitura moderna
Aqui mora o segredo: a Nintendo não tentou “corrigir” tudo. Ela preservou a estrutura, melhorou a leitura visual e adicionou extras que conversam com o jogo base.
É um tipo de remake que hoje parece raro. Muita empresa exagera no recomeço. Outras mexem pouco demais. Super Mario Advance fica no meio do caminho certo.
Para quem curte plataforma clássica, ele ainda é redondo. Para quem só quer ver Mario correndo bonito, também funciona.
Trailer
Perguntas frequentes
Super Mario Advance saiu em que data no Japão e nos EUA?
21/03/2001 no Japão e 11/06/2001 nos Estados Unidos. As duas datas são oficiais e colocam o jogo entre os primeiros grandes lançamentos do Game Boy Advance.
Super Mario Advance é remake de qual jogo?
Super Mario Bros. 2. A versão do GBA parte também da base de Super Mario All-Stars, o que explica parte do visual e dos ajustes de apresentação.
Super Mario Advance tem dublagem em português?
Não. Como é um jogo de GBA de 2001, ele não recebeu localização em áudio para português. O foco ficou nos textos e na interface.
Dá para jogar Super Mario Advance no Brasil hoje?
Sim, mas de forma limitada. O caminho mais direto é o cartucho original de Game Boy Advance; a disponibilidade digital varia conforme o catálogo oficial da Nintendo no país.
Super Mario Advance é melhor que o Super Mario 64 DS?
Para muita gente, sim. O remake do Mario 64 é mais ambicioso, mas Super Mario Advance é mais coeso e respeita melhor o jogo base.
Em 2026, falar de Super Mario Advance é falar de um remake que acertou o alvo. Ele não reinventou Mario, mas mostrou como atualizar um clássico sem estragar a fórmula. E isso, honestamente, continua valendo ouro.
