Um quadrinho de Mario quase saiu do papel em 2015, e a história por trás dessa pitch diz muito sobre como a Nintendo trata suas licenças. Ian Flynn contou como o projeto nasceu, por que travou e até imaginou um crossover dos sonhos com a Marvel.
O caso é curioso porque junta três coisas que o fã adora: Mario, quadrinhos e bastidores de projeto cancelado. E tem mais: a ideia não era só uma minissérie, mas algo que poderia virar série contínua.
| Ficha do projeto | Detalhes |
|---|---|
| Projeto | Quadrinho de Super Mario Bros. Que nunca aconteceu |
| Roteirista proposto | Ian Flynn |
| Ano da pitch | 2015 |
| Editora envolvida | Archie Comics |
| Empresa licenciadora | Nintendo |
| Artista conceitual | Ben Bates |
| Arte usada no material | Tracy Yardley |
| Editor citado | Paul Kaminski |
| Status | Não aprovado |
| Formato pensado | Minissérie com chance de virar série contínua |
Como a pitch de Mario foi montada
Segundo Flynn, a proposta nasceu em 2015, num momento em que adaptações de games em quadrinhos ainda tinham espaço para crescer. A ideia era simples na superfície e esperta na execução: contar uma aventura de Mario com cara de jogo, mas com arco narrativo próprio.
Na prática, a história começava no castelo da Peach, com Mario e Luigi chamados para um serviço de encanamento. Eles chegavam tarde demais. Bowser já tinha devastado o Reino do Cogumelo, e a missão virava resgate, corrida e sobrevivência.
O roteiro seguia pelos mundos 1 a 8, com power-ups, fases e a escalada clássica até o castelo final. Luigi hesitava. Mario seguia em frente. E a proposta terminava com o herói enfrentando Bowser sozinho, como se fosse a versão em quadrinhos de um fim de fase.
Por que o projeto não avançou
A resposta curta é: licença. A Nintendo é conhecida por controlar seus personagens com muito cuidado, e isso pesa ainda mais quando o assunto é quadrinho mensal. Flynn deixou claro que havia outros IPs da empresa em consideração, mas ele não estava na mesa decisória.
Isso explica bastante. Mario é uma marca gigantesca, mas também é uma das mais protegidas do entretenimento. Não basta ter um bom pitch. É preciso encaixar tom, formato e visão editorial sem ferir a identidade da franquia.
A proposta até tinha lógica comercial. Mas o timing, a política de licenciamento e o modelo de publicação acabaram travando tudo antes de virar anúncio oficial.
Como Ian Flynn enxerga Mario em quadrinhos
Flynn foi direto: o universo de Mario é vasto. Mesmo seguindo os jogos de perto, ainda haveria material para anos. Com liberdade criativa, então, o potencial seria praticamente infinito.
Essa visão faz sentido. Mario funciona como aventura pura, com mundos curtos, regras claras e personagens que o público entende em segundos. É o tipo de franquia que não precisa de explicação longa para andar.
Hoje, Flynn diz que faria algo mais fantasioso e episódico. Menos preso à continuidade pesada. Mais próximo do clima lúdico dos jogos modernos.
O crossover dos sonhos com Marvel e Nintendo
No fim, a entrevista abre espaço para o melhor tipo de exercício nerd: o “e se?”. Flynn imaginou encontros absurdos e divertidos entre Nintendo e Marvel, com energia de comédia e choque de universos.
As ideias são boas justamente porque brincam com contraste. Mario e Luigi consertando a Stark Tower. Dr. Doom e Bowser como dupla cômica. Peach com Emma Frost. Rosalina diante de Galactus.
Não é anúncio, claro. É fantasia de fã com repertório de quem escreve quadrinhos há anos. E funciona porque mostra o tamanho do terreno que a Nintendo deixou na mesa.
Para o leitor brasileiro, o ponto mais importante é outro: esse tipo de projeto quase sempre fica escondido por anos. Quando aparece, revela como franquias gigantes testam ideias antes de dizer sim ou não.
E aqui está o charme da história. Mario nem precisava de um quadrinho para continuar sendo Mario. Mas a pitch mostra que havia espaço para algo maior, se a Nintendo tivesse topado abrir a porta.
Quem gosta de bastidor vai reconhecer o padrão. Nem todo projeto forte vira publicação. Às vezes, a melhor parte é justamente a versão que nunca chegou às bancas.
Para quem quer entender o perfil de Ian Flynn, vale olhar a ficha dele no IMDB e acompanhar o histórico de trabalhos com adaptações de games. Ele é um nome que sabe transformar franquia em narrativa sem perder o apelo popular.
Trailer
Perguntas frequentes
Quando a pitch do quadrinho de Mario foi feita?
Em 2015. Ian Flynn contou que a proposta nasceu naquele período e chegou a ter artes de apresentação.
O quadrinho de Super Mario Bros. Chegou a ser publicado?
Não. O projeto não avançou e nunca virou uma minissérie oficial.
Quem estava envolvido na proposta de Mario?
Ian Flynn, Ben Bates, Tracy Yardley e o editor Paul Kaminski aparecem ligados ao desenvolvimento da pitch.
Qual era a ideia da história?
Mario e Luigi iam do castelo da Peach até o confronto final com Bowser, passando pelos mundos clássicos do jogo.
Ian Flynn ainda acha que Mario funciona em quadrinhos?
Sim. Ele disse que o universo de Mario tem material para anos, mesmo em uma adaptação fiel aos jogos.
