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Quadrinho de Mario quase aconteceu: Pitch de 2015

Por Redação 05/04/2026 às 10:45 5 min de leitura
Quadrinho de Mario quase aconteceu: Pitch de 2015
5 min de leitura

Um quadrinho de Mario quase saiu do papel em 2015, e a história por trás dessa pitch diz muito sobre como a Nintendo trata suas licenças. Ian Flynn contou como o projeto nasceu, por que travou e até imaginou um crossover dos sonhos com a Marvel.

O caso é curioso porque junta três coisas que o fã adora: Mario, quadrinhos e bastidores de projeto cancelado. E tem mais: a ideia não era só uma minissérie, mas algo que poderia virar série contínua.

Ficha do projeto Detalhes
Projeto Quadrinho de Super Mario Bros. Que nunca aconteceu
Roteirista proposto Ian Flynn
Ano da pitch 2015
Editora envolvida Archie Comics
Empresa licenciadora Nintendo
Artista conceitual Ben Bates
Arte usada no material Tracy Yardley
Editor citado Paul Kaminski
Status Não aprovado
Formato pensado Minissérie com chance de virar série contínua

Como a pitch de Mario foi montada

Segundo Flynn, a proposta nasceu em 2015, num momento em que adaptações de games em quadrinhos ainda tinham espaço para crescer. A ideia era simples na superfície e esperta na execução: contar uma aventura de Mario com cara de jogo, mas com arco narrativo próprio.

Na prática, a história começava no castelo da Peach, com Mario e Luigi chamados para um serviço de encanamento. Eles chegavam tarde demais. Bowser já tinha devastado o Reino do Cogumelo, e a missão virava resgate, corrida e sobrevivência.

O roteiro seguia pelos mundos 1 a 8, com power-ups, fases e a escalada clássica até o castelo final. Luigi hesitava. Mario seguia em frente. E a proposta terminava com o herói enfrentando Bowser sozinho, como se fosse a versão em quadrinhos de um fim de fase.

Por que o projeto não avançou

A resposta curta é: licença. A Nintendo é conhecida por controlar seus personagens com muito cuidado, e isso pesa ainda mais quando o assunto é quadrinho mensal. Flynn deixou claro que havia outros IPs da empresa em consideração, mas ele não estava na mesa decisória.

Isso explica bastante. Mario é uma marca gigantesca, mas também é uma das mais protegidas do entretenimento. Não basta ter um bom pitch. É preciso encaixar tom, formato e visão editorial sem ferir a identidade da franquia.

A proposta até tinha lógica comercial. Mas o timing, a política de licenciamento e o modelo de publicação acabaram travando tudo antes de virar anúncio oficial.

Como Ian Flynn enxerga Mario em quadrinhos

Flynn foi direto: o universo de Mario é vasto. Mesmo seguindo os jogos de perto, ainda haveria material para anos. Com liberdade criativa, então, o potencial seria praticamente infinito.

Essa visão faz sentido. Mario funciona como aventura pura, com mundos curtos, regras claras e personagens que o público entende em segundos. É o tipo de franquia que não precisa de explicação longa para andar.

Hoje, Flynn diz que faria algo mais fantasioso e episódico. Menos preso à continuidade pesada. Mais próximo do clima lúdico dos jogos modernos.

O crossover dos sonhos com Marvel e Nintendo

No fim, a entrevista abre espaço para o melhor tipo de exercício nerd: o “e se?”. Flynn imaginou encontros absurdos e divertidos entre Nintendo e Marvel, com energia de comédia e choque de universos.

As ideias são boas justamente porque brincam com contraste. Mario e Luigi consertando a Stark Tower. Dr. Doom e Bowser como dupla cômica. Peach com Emma Frost. Rosalina diante de Galactus.

Não é anúncio, claro. É fantasia de fã com repertório de quem escreve quadrinhos há anos. E funciona porque mostra o tamanho do terreno que a Nintendo deixou na mesa.

Para o leitor brasileiro, o ponto mais importante é outro: esse tipo de projeto quase sempre fica escondido por anos. Quando aparece, revela como franquias gigantes testam ideias antes de dizer sim ou não.

E aqui está o charme da história. Mario nem precisava de um quadrinho para continuar sendo Mario. Mas a pitch mostra que havia espaço para algo maior, se a Nintendo tivesse topado abrir a porta.

Quem gosta de bastidor vai reconhecer o padrão. Nem todo projeto forte vira publicação. Às vezes, a melhor parte é justamente a versão que nunca chegou às bancas.

Para quem quer entender o perfil de Ian Flynn, vale olhar a ficha dele no IMDB e acompanhar o histórico de trabalhos com adaptações de games. Ele é um nome que sabe transformar franquia em narrativa sem perder o apelo popular.

Trailer

Perguntas frequentes

Quando a pitch do quadrinho de Mario foi feita?

Em 2015. Ian Flynn contou que a proposta nasceu naquele período e chegou a ter artes de apresentação.

O quadrinho de Super Mario Bros. Chegou a ser publicado?

Não. O projeto não avançou e nunca virou uma minissérie oficial.

Quem estava envolvido na proposta de Mario?

Ian Flynn, Ben Bates, Tracy Yardley e o editor Paul Kaminski aparecem ligados ao desenvolvimento da pitch.

Qual era a ideia da história?

Mario e Luigi iam do castelo da Peach até o confronto final com Bowser, passando pelos mundos clássicos do jogo.

Ian Flynn ainda acha que Mario funciona em quadrinhos?

Sim. Ele disse que o universo de Mario tem material para anos, mesmo em uma adaptação fiel aos jogos.

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