Se você quer séries irlandesas quase perfeitas, mas sem cair no vício de Peaky Blinders, esta lista entrega exatamente isso. Tem comédia cult, crime pesado e drama afiado — e ainda com onde assistir no Brasil, quando dá.
| Posição | Série | Destaque |
|---|---|---|
| 8 | Ballykissangel | Drama rural com humor e romance |
| 7 | The Fall | Thriller psicológico com Gillian Anderson |
| 6 | The Young Offenders | Crime leve e amizade caótica |
| 5 | Moone Boy | Infância, imaginação e humor nostálgico |
| 4 | Love/Hate | Crime cru, urbano e sem anestesia |
| 3 | Father Ted | Sitcom cult absurda e genial |
| 2 | Derry Girls | Comédia adolescente com contexto político |
| 1 | Kin | Crime familiar e disputa de poder |
8. Ballykissangel
Ballykissangel é o tipo de série que parece pequena e, de repente, toma conta do episódio. O charme está no vilarejo, nos personagens e no humor leve que nasce do cotidiano.
Com 6 temporadas e 42 episódios, a série virou um sucesso de audiência na BBC nos anos 1990. Stephen Tompkinson lidera o elenco, e a mistura de romance, drama e comédia ainda funciona melhor do que muito título novo por aí.
Ela não quer ser barulhenta. Quer ser acolhedora, com aquele clima de comunidade em que todo mundo conhece a vida alheia — e isso rende boas tensões. No Brasil, a disponibilidade é instável, então vale checar catálogos rotativos de streaming e VOD.
7. The Fall
The Fall entra aqui por um motivo simples: clima. Belfast vira parte da narrativa, e a série usa isso para construir um thriller psicológico seco, elegante e tenso.
Gillian Anderson segura tudo com precisão. Jamie Dornan, como Paul Spector, entrega um antagonista que foge do serial killer caricatural. São 3 temporadas e 17 episódios que avançam sem pressa, mas sem gordura.
É uma série para quem gosta de investigação com desconforto real. Não tem o brilho estilizado de Peaky Blinders. Tem algo pior: silêncio, rotina e ameaça constante. A disponibilidade no Brasil varia bastante, então vale conferir o catálogo do momento.
6. The Young Offenders
The Young Offenders nasceu do filme de 2016 e expandiu bem o universo. O coração da série é a amizade torta entre Conor e Jock, sempre no limite entre o desastre e a piada pronta.
São 4 temporadas e 24 episódios, com Alex Murphy e Chris Walley comandando o caos. O humor é rápido, físico e muito irlandês. Funciona porque nunca tenta parecer mais sofisticada do que é.
Quem gosta de comédia com crime leve vai se dar bem. A série lembra um pouco This Is England quando olha para juventude e bagunça, mas sem o peso dramático. No Brasil, o catálogo também muda com frequência.
5. Moone Boy
Moone Boy é pura nostalgia bem escrita. Chris O’Dowd criou uma série sobre infância, imaginação e a sensação de crescer num lugar pequeno sem perder a cabeça no processo.
David Rawle carrega a história com carisma, e o amigo imaginário Sean ajuda a série a fugir do óbvio. São 3 temporadas e 18 episódios, todos com aquele humor afetuoso que pega sem esforço.
É o tipo de produção que lembra The Wonder Years, mas com personalidade irlandesa muito marcada. Não é uma série de reviravolta. É de observação, afeto e timing cômico. No Brasil, não há presença estável em catálogo fixo.
4. Love/Hate
Love/Hate é a série mais suja desta lista. E isso é elogio. Ela olha para o crime em Dublin sem glamour, sem trilha triunfal e sem romantizar gangue.
Com 5 temporadas e 28 episódios, a criação de Stuart Carolan virou referência para quem gosta de drama criminal mais próximo do chão. Aidan Gillen, Robert Sheehan e Tom Vaughan-Lawlor entregam um elenco muito forte.
O tom lembra The Wire em escala menor: o crime como ecossistema social. É mais seca do que elegante, mais tensa do que bonita. No Brasil, a disponibilidade não é fixa, e isso atrapalha a vida de quem quer maratonar.
3. Father Ted
Father Ted é um clássico absoluto. A sitcom acompanha três padres exilados na fictícia Craggy Island, e o humor nasce justamente do contraste entre a vida religiosa e a completa falta de solenidade.
Foram 3 temporadas e 25 episódios, exibidos entre 1995 e 1998. Dermot Morgan, Ardal O’Hanlon e Pauline McLynn formam o núcleo mais lembrado, com um texto que ainda hoje parece fresquíssimo.
A série é cult por mérito, não por nostalgia vazia. O absurdo é muito bem calibrado.
Quem gosta de comédia britânica e irlandesa vai sacar na hora por que ela continua viva na conversa dos fãs. No Brasil, não há título oficial amplamente consolidado nem plataforma estável.
2. Derry Girls
Derry Girls é uma das melhores comédias da década. Lisa McGee acertou ao misturar adolescência, política e caos familiar sem transformar nada disso em aula de história chata.
São 3 temporadas e 19 episódios, com estreia em 2018. Saoirse-Monica Jackson, Louisa Harland e Nicola Coughlan brilham num elenco que entende o timing da piada e o peso do contexto.
O cenário dos Troubles está sempre ali, mas a série nunca perde leveza. É esse equilíbrio que a torna tão forte. No Brasil, a série já apareceu na Netflix em janelas anteriores, mas o catálogo pode mudar.
1. Kin
Kin fecha a lista porque entende uma coisa básica: crime familiar funciona melhor quando o conflito é pessoal. A série troca o brilho de gangue estilizada por disputa de poder, lealdade e sobrevivência dentro da própria família.
Com Charlie Cox, Aidan Gillen e Ciarán Hinds no elenco, a produção cresceu rápido entre fãs de drama criminal. O ritmo é direto, os personagens têm peso e a tensão não depende de exagero visual.
Ela conversa bem com quem gostou de Peaky Blinders, mas quer menos fantasia de gangster e mais consequência real. Não é perfeita, claro.
Mas é a série mais forte desta seleção quando o assunto é crime irlandês contemporâneo. No Brasil, a disponibilidade também varia por janela de streaming.
- Elenco: Charlie Cox e Aidan Gillen seguram a tensão com facilidade.
- Conflito familiar: o crime nasce de relações quebradas, não de pose.
- Ritmo: os episódios avançam sem enrolação desnecessária.
- Comparação inevitável: muita gente vai medir a série contra Peaky Blinders.
- Disponibilidade: o acesso no Brasil muda demais.
Onde assistir no Brasil e por que isso pesa
O maior problema desta lista não é qualidade. É acesso. Várias dessas séries circulam em janelas de licenciamento curtas, então o catálogo brasileiro muda o tempo todo.
Se você quer começar por uma aposta mais segura, Derry Girls e Father Ted são as escolhas mais fáceis de defender. Já Love/Hate, The Fall e Kin exigem mais paciência de busca.
Para checar ficha e elenco oficial, uma boa referência é a página da série no IMDb. É útil para confirmar temporadas, elenco e datas sem cair em informação errada.
Trailer
Perguntas frequentes
Kin está disponível em qual plataforma no Brasil?
A disponibilidade muda com frequência. Em 2026, o melhor caminho é checar a busca do seu streaming favorito e lojas digitais, porque a série não fica presa a uma casa fixa por muito tempo.
Derry Girls tem dublagem em português?
Sim, em janelas anteriores a série apareceu com dublagem em português no Brasil. Como o catálogo pode mudar, vale conferir a faixa de áudio antes de começar.
Father Ted tem título em português no Brasil?
Não. Father Ted costuma circular com o nome original no Brasil, sem um título oficial amplamente consolidado.
Qual série desta lista é mais parecida com Peaky Blinders?
Kin. Ela também trabalha crime, família e disputa de poder, mas troca a estética de época por um drama contemporâneo mais direto.
Love/Hate vale mais pelo crime ou pelos personagens?
Pelos dois. A série funciona porque o crime em Dublin vem junto com relações quebradas, ambição e lealdade torta.
The Fall é mais investigação ou suspense psicológico?
É suspense psicológico. A investigação existe, mas o que prende mesmo é a dinâmica entre a detetive Stella Gibson e Paul Spector.
